Quando a arte nasce do sentir

Em Sergipe, alunos da Associação de Deficientes Visuais mostram que desafios podem se transformar em pura criatividade. A exposição de pinturas em telas está encantando os visitantes do Museu de Arte Sacra de São Cristóvão, reunindo obras que vão muito além do olhar, elas tocam o coração.

Entre os artistas está Jeimisson, diagnosticado há três anos com perda severa da visão. Técnico de enfermagem por formação, ele encontrou na arte uma nova forma de viver, se reinventar e seguir em frente. Para ele, pintar é renovação, é bem-estar, é descoberta.

As obras apresentadas são resultado de um processo cuidadoso: começam com traços simples, figuras geométricas, lápis e papel. Depois, vêm as cores, guache, acrílica e, por fim, tinta a óleo. Cada etapa desenvolve a técnica, mas também a sensibilidade.

Mais do que inclusão, a exposição revela talento. Cada tela carrega emoção, superação e imaginação, provando que a arte não depende apenas da visão, mas do toque, do sentir e da alma de quem cria.

Uma experiência que emociona, inspira e mostra que enxergar com o coração pode revelar mundos inteiros.

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